Ficha 20 – A Europa no Século XIX; Unificação Alemã e Italiana

1. Entre o Congresso de Viena de 1815 e 1848, ocorreram, na Europa, movimentos liberais e nacionais. Considere as seguintes afirmações. I – As decisões do Congresso de Viena geraram formas de reação da burguesia contra os limites impostos ao desenvolvimento do capitalismo industrial. II- A Revolução liberal de 1830, também chamada de jornada de julho, estancou o avanço reacionário iniciado com o Congresso de Viena de 1815. III – A Revolução de 1848 exaltou o ânimo das massas e irradiou-se pelo continente numa sucessão de eventos que passou à história como Primavera dos Povos. IV – Do Congresso de Viena surgiu a Santa Aliança, que objetivava a proteção à paz, à justiça e à religião e assegurava as lutas nacionalistas e liberais decorrentes das idéias implantadas pela Revolução Francesa. Estão corretas:
a) apenas I, II e III.
b) apenas I, II e IV.
c) apenas I, III e IV.
d) apenas I e IV.
e) I, II, III e IV.

2. (Puc) A “Primavera dos Povos”, como foram batizadas as Revoluções de 1848 na Europa, trouxe uma novidade para o panorama político europeu. Pela primeira vez
a) a idéia de Revolução foi conjugada com o ideal liberal de uma sociedade cuja organização fosse fundada num pacto social.
b) o regime republicano era instaurado sob o patrocínio exclusivo da burguesia, uma vez que os trabalhadores abdicaram da participação na reordenação política.
c) o proletariado fazia sua aparição política com reivindicações classistas e propostas de mudança da ordem social.
d) o internacionalismo proletário foi experimentado, tendo sido o motivo para a simultaneidade das revoluções em toda a Europa.
e) a proposta de um centralismo democrático na estruturação do partido Liberal foi testada, tendo como resultado a efetiva conquista do poder por esse grupo.

3.(Fuvest) Quase toda a Europa Ocidental e Central foi sacudida, em 1848, por uma onda de revoluções que se caracterizaram por misturar motivos e projetos políticos diferenciados-liberalismo, democracia e socialismo. Elas também foram marcadas por uma atmosfera intelectual e um sentimento ideológico comuns. Trata-se, no caso destes últimos, do:
a) realismo e internacionalismo.
b) romantismo e nacionalismo.
c) romantismo e corporativismo.
d) realismo e nacionalismo.
e) modernismo e internacionalismo.

4. Em uma carta da Comuna de Paris, convoca-se os proletários do Batalhão de franco-atiradores, Nesse sentido, preparava-se a resistência à invasão de Paris pelas forças conservadoras.

As forças conservadoras eram:

a) as forças da segunda coligação e o exército da restauração.

b) o governo provisório de Thiers apoiado pelas tropas prussianas.

c) os nobres emigrados

d) o exército fascista de Petain e o governo colaboracionista.

e) a guarda Nacional e o Exército de Napoleão III.

5. (Unesp) O desmonte do muro que dividia a cidade de Berlim e o acordo sobre a reunificação alemã são fatores relevantes para a construção de uma nova Europa. No entanto, a fundação do Estado moderno alemão remonta ao século XIX e se relaciona com a: 

a) cooperação abrangente entre a Prússia e a União
Soviética.
b) multiplicação das taxas alfandegárias, a revogação da
Liga Aduaneira, a aliança franco-prussiana e a ação do
Papa.
c) cooperação pacífica, duradoura e estável entre todos os
Estados da Europa.
d) conhecida e inevitável neutralidade alemã na disputa de
mercados.
e) reorganização do exército prussiano e com o despertar
do sentimento nacionalista de união.

6. (FGV-SP) Assinale a alternativa incorreta a respeito da unificação italiana.

a)Os franco-piemonteses venceram os Austríacos em Magenta e Soferino em 1859, com o auxílio de Napoleão III.

b)O Reino das Duas Sicílias, governado pelos Bourbons, foi conquistado por Giuseppe Garibaldi e seus “camisas vermelhas” em apenas alguns meses, em 1860.

c)Veneza foi entregue aos italianos em 1866 como recompensa por terem participado da Guerra das Sete Semanas ao lado da Prússia contra a Áustria.

d)Vítor Emanuel II tentou, em 1861, ser proclamado rei da Itália, mas foi impedido pelo primeiro-ministro Camilo Benso, o conde de Cavour.

e)A unificação italiana se completou em 1870 quando, ao eclodir a Guerra Franco-Prussiana, as tropas francesas deixaram a Itália, possibilitando a anexação de Roma, que se tornou a capital do reino.

7. A unificação da Itália e da Alemanha desequilibrou a correlação de forças na Europa, trazendo novos participantes para a ”corrida imperialista” e colocando a possibilidade de uma nova divisão dos territórios colonizados pelas grandes potências. Essas rivalidades contribuíram para desencadear, décadas mais tarde, as Guerras Mundiais de 1914-18 e de 1939-45. A respeito do afirmado acima assinale a alternativa incorreta.

a. A recusa papal em reconhecer o novo Estado italiano (Questão
Romana), só foi resolvida com a criação do Estado do Vaticano, após a
assinatura do Tratado de Latrão entre Mussolini (ditador fascista) e o
papa Pio XI.

b. A derrota francesa na Guerra Franco Prussiana, as determinações
estabelecidas pelo Tratado de Frankfurt e a política de alianças
praticada por Bismarck, fomentaram o revanchismo nacionalista
francês.

c. O nascimento da Itália, internamente, beneficiou apenas a população
do norte, que passou a receber uma parcela maior de recursos da
União, enquanto a do sul foi condenada à miséria e subordinação ao
crime organizado.

d. A unificação possibilitou a Alemanha um vertiginoso crescimento
industrial, a ponto de, em 1900, superar a Inglaterra na produção de
aço, colocando em xeque a hegemonia britânica mundial.

e. A tensão entre Itália e Áustria, após a unificação pode ser relacionada
ao movimento Irredento das províncias setentrionais do Tirol, de
população predominantemente italiana, mas que ficaram em mãos dos
austríacos.

Ficha 19 – O pensamento no século XIX

1) (Puc-SP) Segundo o historiador Eric Hobsbawn, para o liberalismo clássico o homem era um animal social apenas na medida em que coexistia em grande número. Por isso, considera que o símbolo literário do “homem” dessa corrente de pensamento foi Robinson Crusoé, que conseguiu, após um naufrágio, viver quase três décadas numa ilha deserta, criando, sozinho, as condições de sua sobrevivência. Em consonância com esse perfil, o pensamento liberal pressupõe
a) a crença no progresso, que deveria assegurar, através da intervenção governamental na atividade econômica, a felicidade e o conforto ao maior número possível de pessoas.
b) a crença no racionalismo, na livre iniciativa o no progresso, daí decorrendo a necessidade de manter a menor interferência governamental possível na atividade econômica.
c) a crença de que o bem estar social seria assegurado pelo respeito aos costumes tradicionalmente aceitos e estabelecidos.
d) a idéia de que a sociedade seria formada por uma teia de relações, tornando necessário ao homem agir em função dos seus semelhantes.
e) a idéia de que só um governo centralizado e forte poderia assegurar a liberdade econômica e a obtenção dos objetivos individuais.

2. (FUVEST) “Um povo pode atingir bem-estar material sem táticas subversivas se ele for dócil, trabalhador e se esforçar sempre para melhorar” ( dos estatutos da Sociedade contra a Ignorância de Clermont-Ferrand, França, 1869). Sobre o texto, é correto afirmar que exprime um ponto de vista representativo

a) da nobreza, que acreditava ser esse o único caminho possível para o povo melhorar sua condição;
b) dos trabalhadores, conscientes de que somente com educação e trabalho melhorariam sua condição;
c) da burguesia, preocupada com a questão social e com as idéias e teorias de inspiração anticapitalista;
d) do governo francês na III República, preocupando em eliminar a pobreza e a exploração sofrida pêlos trabalhadores;
e) das autoridades municipais, sensibilizadas com a ignorância e a miséria dos trabalhadores.
3. “A verdadeira utopia de Fourier é, em muitos detalhes fantástica; mas as teses básicas (que muito devem a Rousseau) – que a Revolução Industrial produziu uma sociedade que gasta grande parte de sua energia frustrando seus próprios fins, que a competição desenfreada não é o meio mais eficiente de produzir nem a prosperidade nem a felicidade (…); que os homens são mais felizes quando são mais criativos e que a associação conduz a isso, em muitos casos, mais efetivamente do que a competição feroz de uma sociedade de laissez-faire – tudo isso teve uma influência incomensurável sobre o pensamento e a prática tanto socialistas quanto liberais” (Berlin, Isaiah. O sentido da realidade)
De acordo com o texto e seus conhecimentos:
a) o socialismo utópico representa mera continuidade da tradição intelectual iluminista, servindo de justificativa para renovação de práticas burguesas.
b) o socialismo utópico muitas vezes fazia um diagnóstico exato dos problemas sociais, mas fracassava em propor alternativas viáveis.
c) o pensamento de Fourier rompia com o dos demais socialistas utópicos, ao criticar a questão social.
d)as críticas dos utópicos à sociedade industrial, bem como suas propostas, são perfeitamente válidas até os dias de hoje.
e) o socialismo utópico teve suas bases no pensamento de Adam smith, como provado pela defesa do príncipio de laissez-faire.
4. (Mack-SP) Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1829-1895) acreditavam que era preciso conhecer a estrutura econômica, para entender o funcionamento da sociedade e as mudanças ocorridas na história da humanidade. Para que se compreendam as idéias coletivas, o funcionamento do Estado, o modo como algumas classes sociais dominam as outras, é necessário estudar como os indivíduos se relacionam para trabalhar e produzir.
O nome dado a essa teoria, sobre as leis do desenvolvimento social e concepção da história, é:
a) Materialismo Histórico.                   
b) Capitalismo.             
c) socialismo
d) Socialismo Utópico.
e) anarquismo   
5.(Mackenzie) No século XIX, o mundo do trabalho fez surgir novas perspectivas para a compreensão da sociedade contemporânea. O Manifesto Comunista (1848), de Marx e Engels, indica a mudança de concepções abstratas e utópicas sobre a sociedade, para outras mais concretas e combativas. (Carlos Guilherme Mota)

Sobre Karl Marx e Friedrich Engels é INCORRETO afirmar.
a) A obra que sintetizou as suas teorias econômicas, sociais, políticas e culturais foi O Capital, que retomava a tradição do pensamento dialético, aprofundando-o na linha do Materialismo Histórico.
b) A sociedade capitalista é contraditória, uma vez que produz um trabalho excedente que jamais retorna ao trabalhador, isto é, a mais valia.
c) Formularam um socialismo de um novo tipo, baseado na concepção de que o capitalismo deve progressiva e pacificamente evoluir para o socialismo.
d) Criticavam os socialistas Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen, que não se baseavam, como eles, num estudo científico da história para aprender as leis da sociedade e da economia.
e) As lutas de classes entre proprietários e trabalhadores eram percebidas por eles como uma contradição fundamental do sistema capitalista e que levariam à abolição da ordem burguesa e do Estado que sobre ela se sustentava.
6. Segundo Saint Simon, a classe dominante raramente se mostrava desinteressada… Por isso, ela tende a implementar uma política de visão curta e egoísta… E, por meio do prestígio e do poder assim obtido, a reduzir a maioria pobre à escravidão social e econômica. Surgem conflitos, e a história humana é a história de tais conflitos.”
O trecho acima mostra a influência do socialista utópico Saint-Simon no pensamento de Karl Marx. Tal influência está presente no conceito marxista de:
a) modo de produção
b) revolução socialista
c) mais-valia
d) dialética
e) luta de classes

7. Adam Smith, autor de “A Riqueza das Nações”(1776), desenvolveu os princípios do liberalismo econômico, base teórica e fundamento das práticas capitalistas a partir do século XIX. Karl Marx, autor de “O Capital”(1867), foi feroz crítico do liberalismo, de Adam Smith e do capitalismo como um todo. No entanto, as ideias de Smith e Marx se encontravam em alguns pontos. Assinale a alternativa que contém uma citação de Marx que concorda com Smith:            

 a) “A grande indústria aglomera num lugar um grande número de pessoas que não se conhecem entre si. A concorrência as divide por interesses. Mas a manutenção do salário, este interesse comum que elas têm contra o seu patrão, as reune num mesmo pensamento de resistência.”
b) “Segundo a nossa concepção, portanto, todos os conflitos da história tem sua origem na contradição entre as forças produtivas e a forma de intercâmbio (…) A concorrência com países industrialmente mais desenvolvidos é suficiente para engendrar uma contradição nos países com indústria menos desenvolvida.”
c) “A queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis (…) Os proletários nada têm a perder com ela, a não ser as próprias cadeias. E têm um mundo ganhar.”
d) “O modo de produção da vida material condiciona o processo em geral da vida social, política e espiritual. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas ao contrário, é o seu ser social que determina sua consciência.”
e) “Desse ponto de vista, houve um grande progresso quando o sistema manufatureiro ou comercial colocou a fonte de riqueza não no dinheiro, mas na atividade subjetiva, no trabalho comercial e manufatureiro.”
8. (Mack-SP) “Anarquia soa aos ouvidos da maioria das pessoas como uma catástrofe, ou, na melhor das hipóteses, como uma idéia ingênua, uma saborosa utopia. Falar de Anarquia significa, para muita gente, pregar o fim do mundo!!! E, curiosamente, os que a temem, combatem ou denigrem, se lhes perguntarem o que é Anarquia, não sabem defini-la concretamente. Assim mesmo são contra!!!” (José Oiticica) A Doutrina Anarquista é definida:
a) como a defesa do estabelecimento do império, da justiça e da caridade, declarando-se contra a luta de classes.
b) como manifestação romântica, defendendo a criação de falanstéricos, fazendas coletivistas e agro-industriais.
c) como interpretação socioeconômica da história conhecida por materialismo histórico e controle do Estado pela ditadura do proletariado.
d) como supressão de toda forma de governo, defendendo a liberdade, a felicidade e a harmonia, através de acordos livres, estabelecidos entre os diversos grupos territoriais e profissionais.
e) como abolição da intervenção do Estado na vida pública, defendendo a economia de mercado, as leis naturais da economia e o individualismo econômico.

Ficha 18 – Os EUA no século XIX

1)(Fuvest) A incorporação de novas áreas, entre 1820 e 1850, que deu aos Estados Unidos sua atual conformação territorial, estendendo-se do Atlântico ao Pacífico, deveu-se fundamentalmente:

a) a um avanço natural para o oeste, tendo em vista a chegada de um imenso contingente de imigrantes europeus.
b) aos acordos com as lideranças indígenas, Sioux e Apache, tradicionalmente aliadas aos brancos.
c) à vitória na guerra contra o México que, derrotado, foi obrigado a ceder quase a metade de seu território.
d) à compra de territórios da Inglaterra e Rússia que assumiram uma posição pragmática diante do avanço norte-americano para o oeste.
e) à compra de territórios da França e da Espanha que estavam, naquele período, atravessando graves crises econômicas na Europa.

2) “em todos os sistemas sociais, é preciso haver uma classe para desempenhar as tarefas indignas, para fazer o que é monótono e desagradável. (…) nós a chamamos escravos (…) não chamarei à classe existente no Norte usando esse termo, mas vocês também os possuem; estaão em toda parte; são eternos (…) Os de vocês são empregados por diárias, não são bem tratados, e têm escassa recompensa, o que pode ser provado, da maneira mais deplorável, a qualquer hora, em qualquer rua de suas cidades. Ora, pois a gente encontrava mais mendigos em um dia, em uma só rua de Nova Iorque, do queos que se encontram uma vida inteira no Sul…” (trecho de discurso do senador Hammond, da Carolina do Sul)

De acordo com o texto, pdoemos afirmar que:

a)      Trata-se de típica peça oratória do período imediatamente posterior à Guerra de Secessão, quando a elite do Sul, vencedora no conflito, trata de justificar a qualquer custo a escravidão.

b)      O autor busca deliberadamente distorcer a realidade, pintando um quadro social do Norte completamente fantasioso, uma vez que lá, ao contrário do Sul, predominavam as mais amplas liberdades democráticas.

c)      O autor busca justificar a expansão territorial, afirmando  a existência de um vasto contingente de miseráveis no país, que seria melhor aproveitado desbravando as terras do Oeste.

d)      É uma indicação da grave tensão social existente nos Estados do Norte, onde o trabalho livre, em um contexto de rápida industrialização, gera uma miséria superior, segundo o autor, à dos escravos do Sul.

e)      A Doutrina Monroe, ao pregar “América para os americanos”, era incompatível com a existência da escravidão nos Estados Unidos, apesar da defesa desesperada do sistema pela elite escravocrata do Sul.

3) (Fuvest) Entre as mudanças ocorridas nos Estados Unidos, apòs a Guerra de Secessão (1861-1865), destacam-se:

a) a garantia de direitos civis e politicos aos negros – incluíndo o direito ao sufràgio universal – e o reconhecimento da cidadania dos imigrantes recém-chegados.
b) a consolidação da unidade nacional, a chegada de novas levas de imigrantes, o aumento do mercado interno e um grande desenvolvimento industrial.
c) graves desentendimentos em relação às fronteiras com o México, levando a uma nova guerra, na qual os Estados Unidos ganharam metade do territòrio mexicano.
d) o incentivo à vinda de imigrantes e a definitiva ocupação do oeste, cujas fronteiras, em 1865, ainda estavam nas Montanhas Rochosas.
e) o empobrecimento e a humilhação do Sul, que, derrotado pelo Norte, foi alijado das esferas do poder federal e teve sua reconstrução impedida.

4) (Unesp) “A Ku-Klux-Klan foi organizada para segurança própria… o povo do Sul se sentia muito inseguro. Havia muitos nortistas vindos para cá (Sul), formando ligas por todo o pais. Os negros estavam se tornando muito insolentes e o povo branco sulista de todo o estado de Tennessee estava bastante alarmado. ” (Entrevista de Nathan Bedford Forrest ao Jornal de Cincinnati, Ohio, 1868.) A leitura deste depoimento, feito por um membro da Ku-Klux-Klan, permite entender que esta organização tinha por objetivo:

a) assegurar os direitos políticos da população branca, pelo voto censitário, eliminando as possibilidades de participação dos negros nas eleições.
b) impedir a formação de ligas entre nortistas e negros, que propunham a reforma agrária nas terras do sul dos Estados Unidos.
c) unir os brancos para manter seus privilégios e evitar que os negros, com apoio dos nortistas, tivessem direitos garantidos pelo governo.
d) proteger os brancos das ameaças e massacres dos negros, que criavam empecilhos para o desenvolvimento econômico dos estados sulistas.
e) evitar confrontos com os nortistas, que protegiam os negros quando estes atacavam propriedades rurais dos sulistas brancos.

Ficha 17 – Revolução Industrial

1) (Fuvest) Sobre a inovação tecnológica no sistema fabril na Inglaterra do século XVIII, é correto afirmar que ela:
a) foi adotada não somente para promover maior eficácia da produção, como também para realizar a dominação capitalista, na medida que as máquinas submeteram os trabalhadores a formas autoritárias de disciplina e a uma determinada hierarquia.
b) ocorreu graças ao investimento em pesquisa tecnológica de ponta, feito pelos industriais que participaram da Revolução Industrial.
c) nasceu do apoio dado pelo Estado à pesquisa nas universidades.
d) deu-se dentro das fábricas, cujos proprietários estimulavam os operários a desenvolver novas tecnologias.
e) foi única e exclusivamente o produto da genialidade de algumas gerações de inventores, tendo sido adotada pelos industriais que estavam interessados em aumentar a produção e, por conseguinte, os lucros.

2) (Mack) :Em vez de fazer os camponeses trabalharem para eles em suas próprias casas, na chamada estação morta, os empresários manufatureiros os reuniam em grandes oficinas e lhes impunham uma nova divisão técnica de trabalho. Ao fazer isso, estes capitalistas revolucionavam não só as relações sociais de produção, mas também as forças produtivas, ao inventar o trabalhador coletivo, ou seja, um corpo disciplinado e coordenado de produtores especializados. (Paul Singer) A descrição anterior se refere:
a) ao sistema de corporações de ofício que existiu na Europa durante a Alta Idade Média e foi responsável pela consolidação do modo de produção feudal.
b) às transformações ocorridas na organização do trabalho na transição do feudalismo para o capitalismo.
c) à superação das relações de produção baseadas na propriedade privada dos meios de produção e à implementação do controle dos produtores sobre o produto de seu trabalho.
d) à coletivização dos trabalhadores rurais diante das transformações ocorridas pela imposição do sistema de cooperativas estatais.
e) à difusão do trabalho compulsório para atender à necessidade das indústrias em expansão.

3) (UFMT) Leia atentamente o depoimento abaixo, de um marceneiro inglês – 1849:

“Pelo que sei do ofício, acredito que hoje um homem trabalha quatro vezes mais do que antes(…) 
A oficina onde trabalho se assemelha em tudo a uma prisão – o sistema silencioso é aqui aplicado 
tal qual numa prisão modelo.”
(Bresciani, M. Stella M. Lógica e Dissonância. Rev. Bras. de História, v.6,nº11,S.P.,1986)

a) Por que a produção artesanal possibilitava aos trabalhadores liberdade maior do que a produção fabril?
b) Por que o operário citado compara a fábrica a uma prisão modelo? Qual o elemento comum entre 
realidades tão distintas?

4) (Unicamp) (Unicamp)Alguns contos infantis pertencem, em sua origem, à tradição oral dos camponeses da França do antigo Regime. Naquela situação, quase todos tinham as mesmas características de violência. Na versão camponesa de “A Bela Adormecida”, um príncipe casado violenta uma donzela e a engravida. Ela entra em um sono profundo e só desperta quando é mordida por um de seus filhos durante a amamentação. Entretanto, décadas à frente, ao sair do universo camponês e entrar no universo burguês, esse conto ganhou um final feliz. 

a) Relacione o caráter originalmente trágico desse conto com a condição econômica e política dos camponeses da França do Antigo Regime. 
b) Relacione o final feliz desse conto com a condição econômica e política da burguesia após o Antigo Regime.

5) (Unicamp) Durante a Revolução Francesa, na fase da Convenção Nacional, destacou-se, como líder revolucionário, Robespierre. Este assumiu a defesa do ideal democrático e se manifestou nestes termos: “Nos Estados aristocráticos a palavra pátria tem sentido unicamente para as famílias aristocráticas, isto é, para os que se apoderaram da soberania. Somente na democracia o Estado é realmente a pátria de todos os indivíduos que o compõem e pode contar com um número de defensores, preocupados pela sua causa, tão grande quanto o número de seus cidadãos.” Apoiando-se no texto e aplicando seus conhecimentos: 

a) Dê o nome do agrupamento político que Robespierre liderou nos momentos decisivos da Revolução. 
b) Copie o trecho do documento anterior que melhor corresponde à teoria da vontade geral e indique o nome do filósofo mentor desta teoria.

Ficha 16 – A Era Napolônica e o Congresso de Viena

01. (FUVEST) No processo da Revolução Francesa, o golpe do 18 Brumário que levou Napoleão Bonaparte ao poder, implicou:
a) A Consolidação do Poder da burguesia.
b) A Convocação da Assembléia Nacional Constituinte.
c) A Aprovação da Declaração dos Direitos do Homem.
d) A Instituição do Período do Terror.
e) A Composição política entre girondinos e jacobinos.

02. (Mack) Minha maior glória não consistiu em ter ganho quarenta batalhas; Waterloo apagará a memória de tantas vitórias. O que nada apagará, o que viverá eternamente, é o meu Código Civil. Napoleão Bonaparte O Código Civil Napoleônico, promulgado em 1804, assegurava:
a) que os reis franceses só poderiam aumentar impostos ou alterar as leis com a aprovação do Grande Conselho, composto por membros do clero, burgueses e nobres.
b) as conquistas burguesas, como a igualdade do indivíduo perante a lei, o direito à propriedade e a proibição da organização de sindicatos de trabalhadores e das greves.
c) uma organização da Europa em novas bases econômicas e sociais, fixando uma bipolarização ideológica marcada pela tensão internacional, o que reativou o confronto com a Inglaterra.
d) a harmonização dos interesses conflitantes do capital e do trabalho dentro dos quadros das corporações, defendendo que tudo deveria ser feito para a nação, pois esta representava a mais alta forma de sociedade.
e) um planejamento econômico e social baseado na intervenção do Estado na economia, através de investimentos estatais de monta, estimulando uma política de pleno emprego.

3. (CESGRANRIO) “Aterrei o abismo anárquico e pus ordem no caos” (Napoleão Bonaparte). Sobre o período napoleônico na França, entre 1799 e 1815, podemos afirmar que:
a) no 18 de brumário (9/11/1799) Napoleão destituiu o Diretório controlado pelos girondinos, assumindo o poder através do Consulado.
b) no Consulado (1799-1804), o confisco e a distribuição de terras da Igreja aos camponeses provocaram o rompimento das relações entre o Clero e o Estado, expresso na Concordata de 1801.
c) no Império (1804-1815), a aliança militar com a Áustria e a Rússia provocou o fim da expansão territorial francesa na Europa e no norte da África.
d) no período dos “Cem Dias” (1815), Napoleão ratificou a paz com a Inglaterra e a Prússia, acatando a legitimidade das fronteiras europeias anteriores à Revolução Francesa.
e) o Decreto de Berlim (1806), ao instituir o Bloqueio Continental, restaurou as antigas aristocracias e monarquias no governo dos países recém-invadidos, como Portugal e Espanha.

4. (Puc-SP) Relativamente à expansão napoleônica (1805-1815), pode-se afirmar que acarretou mudança no quadro político europeu, tais como:
a) difusão do ideal revolucionário liberal, ampliação temporária do raio de influência francesa e fortalecimento do ideário nacionalista nos países dominados.
b) isolamento diplomático da nação inglesa, radicação definitiva do republicanismo no continente e estabelecimento do equilíbrio geopolítico entre os países atingidos.
c) desestabilização das monarquias absolutistas, estímulo para o desenvolvimento industrial nas colônias espanholas e implantação do belicismo entre as nações.
d) desenvolvimento do cosmopolitismo entre os povos do império francês, incrementação da economia nos países ibéricos e contenção das lutas sociais.
e) difusão do militarismo como forma de controle político, abertura definitiva do mercado mundial para os franceses, estímulo decisivo para as lutas anti-colonialistas.

5. (Mackenzie  SP) Sobre o Período Napoleônico é correto afirmar que:

a)   as campanhas napoleônicas apoiaram o movimento denominado Conjura dos Iguais e disseminaram os ideais do proletariado revolucionário francês.

b)   de uma maneira geral, pode ser apontado como o momento em que se consolidaram as instituições burguesas na França.

c)   Portugal, tradicional aliado da França, foi um dos primeiros países a aderir ao Bloqueio Continental em troca da ajuda na transferência da família real para a colônia Brasil.

d)   o império foi marcado pelos acordos de paz com a Inglaterra, que via na França uma aliada na propaganda da mentalidade capitalista burguesa.

e)   a ascensão do império de Bonaparte foi concretizada a partir dos acordos políticos na Península Ibérica, evitando as lutas nacionalistas e oposicionistas.

6. “A assim chamada nação foi uma invenção do século XVIII. Ela não é outra coisa senão o invólucro cultural e imaginativo dp Estado capitalista e da forma irracional de legitimação para uma continuação político militar da concorrência com outros meios.” (R. Kurz, in Carta Capital, ano VI, nº126, 2000, pg 55). Assinale a alternativa que melhor reflete o conteúdo do texto acima:

a) a nação foi fruto da imaginação irracional dos reis absolutistas, ao mesmo tempo líderes políticos e militares do Estado.

b) a função da nação é tomar as iniciativas políticas e militares necessárias para promover a burguesia nacional em concorrência com a de outras nações.

c) a cultura e a imaginação foram fundamentais para fomentar a guerra no século XVIII.

d) o Estado nação é o invólucro político-militar da cultura e imaginação europeia do século XVIII.

e) a concorrência capitalista foi fundamental para retardar o surgimento das nações, o que só ocorreu no século XVIII.

7. Analise as frases abaixo, identificando as corretas, e responda com o código.

I. Durante o período Napoleônico, a França passou por significativa expansão econômica, fruto das vitórias militares e do clima de estabilidade política no país.

II. O Código Civil, contendo princípios essencialmente burgueses, foi uma imposição da Alta burguesia a Napoleão, mais interessado em fazer concessões para a nobreza para pacificar o país.

III. Através do Bloqueio Continental, Napoleão pretendia isolar a Inglaterra, uma vez que, não havia conseguido derrotá-la militarmente.

a) I e II estão corretas.

b) I e III estão corretas.

c) II e III estão corretas.

d) todas estão corretas.

e) nenhuma está correta.

8. (Mack-SP) Assinale a alternativa que NÃO contém a relação com o Bloqueio Continental:

a) vinda da família real portuguesa para o Brasil.

b) abertura dos portos brasileiros às nações amigas.

c) invasão de Portugal por tropas francesas.

d) Paz de Tilsit entre Rússia e França.

e) defesa de uma política de recolonização para a América Latina.

9. O tratado de Viena, assinado em 1815, tinha por principal objetivo:
a) estabelecer uma paz duradoura na Europa, que impedisse as guerras e revoluções, consolidando o princípio da legitimidade monárquica;
b) ratificar a supremacia da Prússia, no contexto político da Europa ocidental, para garantir o triunfo de uma onda contra-revolucionária;
c) assegurar ao Império Austro-húngaro o controle da Europa continental, assim como da Inglaterra, a fim de impedir a expansão da Rússia;
d) impedir a ascensão da classe média ao poder, que iniciara uma série de revoluções em vários países da Europa ocidental;
e) criar um sistema repressivo capaz de conter as primeiras vagas do movimento socialista na Europa, através da exclusão da influência da França.

10.  “6 de abril de 1814. As potências aliadas tendo proclamado que o Imperador Napoleão era o único obstáculo ao restabelecimento da paz na Europa, o Imperador, fiel ao seu juramento, declara que renuncia por si e por seus herdeiros aos tronos da França e da Itália e que não há sacrifício algum pessoal, até o da própria vida, que não esteja pronto a fazer, pelos interesses da França.”
Após assinar esse ato de abdicação, Napoleão I:
a) tornou-se duque da Toscana.
b) compareceu perante o Congresso de Viena.
c) foi desterrado em Santa Helena.
d) foi confinado na ilha de Elba.
e) ficou prisioneiro na Inglaterra.

11. (UFPI) -No Congresso de Viena (1815), as decisões foram tomadas pelas grandes potências: Rússia, Áustria, Inglaterra e Prússia, tendo como um dos seus principais resultados:

a) a difusão das idéias revolucionárias, realizada, principalmente, pela maçonaria.
b) a restauração das fronteiras anteriores à Revolução Francesa.
c) a restauração das antigas monarquias parlamentares, como, por exemplo, a de Portugal.
d) a intervenção do papado em domínios territoriais do Sacro Império Romano-Germânico.
e) o auxilio prestado a movimentos revolucionários embasados nos princípios iluministas.

Ficha 15 – A Revolução Francesa

01) (FGV-SP) Com relação à França pré-revolucionária:

I – O primeiro estado era constituído por camponeses, artesãos, lojistas e o restante da alta nobreza, perfazendo um total de 1 milhão e 200 mil membros.

II – Em 1789, a população francesa era de aproximadamente 25 milhões de habitantes, sendo que mais de 20 milhões viviam na zona rural.

III – O clero (cerca de 120 mil pessoas) e a nobreza (350 mil membros) constituíam, respectivamente, o primeiro e o segundo estados.

IV – A Assembléia Nacional monopolizava as concessões públicas, delegando ao rei e ao coletivo ministerial a administração das províncias do país.

V – O ônus dos impostos a das contribuições para o rei, para o clero e para a nobreza recaía igualmente sobre os três estados.

VI – A sociedade do Antigo Regime se caracterizava pela desigualdade de direitos entre os homens, de acordo com sua origem, dividindo-se em três ordens: os que rezam, os que combatem, os que trabalham.

A única alternativa que contém as asserções corretas é:
a) I, II, III.
b) I, V, VI.
c) II, IV, V.
d) II, III, VI.
e) III, IV, V.

02. (Fuvest) Às vésperas de passar por dupla revolução, a Revolução Industrial e a Revolução Francesa, a Europa Ocidental, do ponto de vista social, se caracterizava como

a) uma sociedade de classes, isto é, constituída por indivíduos juridicamente iguais, onde o dinheiro não contava para nada.

b) uma sociedade de ordens (estamentos), isto é, constituída por indivíduos juridicamente desiguais, onde o sangue (nascimento) não contava para nada.

c) uma sociedade de castas, pois não havia nenhuma mobilidade social entre os indivíduos que compunham os diferentes grupos da sociedade.

d) uma sociedade ao mesmo tempo de ordens e de classes, onde tanto a burguesia quanto a nobreza viviam em perfeita harmonia social e política.

e) uma sociedade ainda constituída por ordens, mas em avançado processo de formação de classes, marcada por vários tipos de tensões e conflitos políticos e sociais.

03. (Puc-SP) Discutindo os ideais mobilizadores da ação revolucionária da França, em 1789, o historiador François Furet observa: ” …a época em que ainda só se tem adversários muito fracos e pouco organizados – em 1789-1790 -, a Revolução inventa formidáveis inimigos… (…) A desigualdade, o privilégio, a sociedade desintegrada em corporações separadas e rivais, é o universo da classe e da diferença. A nobreza, menos como grupo real que como princípio social, símbolo dessa diferença no mundo antigo, paga o elevado preço dessa reviravolta de valores. Só a sua exclusão expressa da sociedade pode tornar legítimo este novo pacto social ” (FURET, François. PENSAR A REVOLUÇÃO FRANCESA. Lisboa, Edições 70, 1988) 

a) O autor refere-se à construção de uma ideologia integradora e excludente na qual os revolucionários apresentam-se como constituidores e representantes da nação. A aristocracia é aí mostrada como encarnação de anti-valores e inimiga da nação.

b) O autor justifica a eclosão da revolução francesa a partir dos fatores geradores da crise do antigo regime, nos seus aspectos políticos, sociais e econômicos.

c) O autor reafirma a existência de uma conspiração aristocrática contra o ideário revolucionário, justificando, de certa forma, a declaração de guerra contra a Áustria em 1792.

d) O autor explicita uma polarização, reconhecendo a superação do feudalismo quase como uma “necessidade histórica” e indica as condições objetivas para essa superação.

e) O autor identifica o ideário revolucionário com as idéias iluministas, que condenavam o obscurantismo e o atraso relacionados ao antigo regime.

04. (Fgv) A Constituição da França de 1791, a partir dos princípios preconizados por Montesquieu, consagrou, como fundamento do novo regime,

a) a subordinação do Judiciário ao Legislativo, que passou a exercer um poder fiscalizador sobre os tribunais.

b) a identificação da figura do monarca, com a do Estado, que a partir desse momento se tornou inviolável.

c) a supremacia do Poder Legislativo, deixando de ser o rei investido de poder moderador.

d) o poder de veto monárquico, que se restringiu a assuntos fiscais, limitando, assim, a soberania popular.

e) a separação dos poderes até então concentrados, teoricamente, na pessoa do soberano.

05. (FGV-SP) No contexto da Revolução Francesa, Girondinos e Montanheses representavam facções distintas, pois:

a) tinham visões antagônicas sobre a participação das massas populares no processo revolucionário;

b) a decisão sobre o guilhotinamento de Luis XVI afastou girondinos (contrários) e Montanheses (favoráveis), que sempre estiveram em acordo contra a radicalização jacobina;

c) apesar de representarem a mesma classe social – a burguesia industrial -, diferenciavam-se em pontos sobre a forma de governo: Monarquia Constitucional, os primeiros, e República Federalista, os segundos;

d) os primeiros defendiam Robespierre, clamando pela radicalização e extensão dos direitos sociais, enquanto os segundos buscavam rearticular as propriedades feudais em desagregação;

e) apesar de representarem a mesma classe social – a burguesia industrial -, diferenciavam-se em pontos sobre a forma de governo: República Federalista (Girondinos) e Monarquia Constitucional (Montanheses).

06. O período da Convenção jacobina na Revolução Francesa costuma ser caracterizado como o mais radical. Assinale o trecho que melhor caracteriza o período:

a) “Em 22 de julho, Luis XVI, embaraçado, comunicava que aceitava a Constituição Civil do Clero, mas pedia um prazo para promulgá-la. No dia seguinte, o soberano recebia as decisões do papa (…) através das quais Pio VI condenava a Constituição. Tarde demais.” (J. Tulard)

b) “A Rússia foi invadida e Moscou ocupada. Se o czar tivesse feito a paz (…) o jogo teria terminado. Mas o czar não estabeleceu a paz, e Napoleão se viu diante da opção entre uma guerra interminável, sem perspectiva de vitória, ou a retirada. Ambas eram igualmente desastrosas.” (E. Hobsbawm)

c) “Os sans-culottes saudaram um governo revolucionário de guerra não apenas porque corretamente defendiam que só assim a contra-revolução e a intervenção estrangeira podiam ser derrotadas, mas também porque seus métodos mobilizavam o povo e traziam a justiça social mais para perto.” (E. Hobsbawm)

d) “A Constituinte decidira que seus membros seriam inelegíveis para a Assembleia Legislativa, de modo a abrir espaço para novos homens. Decisão que raramente seria imitada a seguir. O procedimento eleitoral era bastante menos democrático do que o implementado quando da designação dos deputados aos Estados Gerais. O sufrágio censitário reservava à burguesia a representação nacional.” (E. Hobsbawm)

e) “Duas forças levaram a França a uma guerra geral: a extrema direita e a esquerda moderada. O rei, a nobreza francesa e a crescente emigração aristocrática e eclesiástica, acampada em várias cidades da região ocidental da Alemanha, achavam que só a invasão estrangeira poderia restaurar o Antigo Regime.” (E. Hobsbawm)

07. Do ponto de vista social, pode-se afirmar, sobre a Revolução Francesa, que:

a) teve resultados efêmeros, pois foi iniciada, dirigida e apropriada por uma só classe social, a burguesia, a única beneficiária da nova ordem.

b) fracassou, pois, apesar do terror e da violência, não conseguiu impedir o retorno das forças sociopolíticas do Antigo Regime.

c) nela coexistiram três revoluções sociais distintas: uma revolução burguesa, uma camponesa e uma popular urbana, a dos chamados sans-culottes.

d) foi um fracasso, apesar do sucesso político, pois, ao garantir as pequenas propriedades aos camponeses, atrasou em mais de um século, o progresso econômico da França. 

e) abortou, pois a nobreza sendo uma classe coesa, tanto do ponde vista da riqueza, quanto do ponto de vista político, impediu que a burguesia a concluísse.

08. “Mesmo se o alvo perseguido não tivesse sido alcançado, mesmo se a constituiçãoo por fim fracassasse, ou se voltasse progressivamente ao Antigo Regime, … tal acontecimento é por demais imenso, por demais identificado aos interesses da humanidade, tem demasiada influência sobre todas as partes mundo para que os povos, em outras circunstâncias, dele não se lembrem e não sejam levados a recomeçar a experiência.” (Kant, O conflito das faculdades, 1798)

O texto trata:

a) do Iluminismo e do avanço irreversível do conhecimento filosófico; revelando-se falso nos seus prognósticos sobre o futuro político-constitucional. 

b) do retorno do Antigo Regime, na Europa, depois do fracasso da Revolução Francesa, revelando-se incapaz de vislumbrar o futuro da história.

c) da Revolução Francesa, dos seus desdobramentos políticos e constitucionais, revelando a clarividência do autor sobre sua importância e seu futuro.

d) da Revolução inglesa, do impacto que causou ao mundo, com seus princípios liberais e constitucionais, revelando-se profético sobre seu futuro.

e) do despotismo ilustrado, dos seus princípios filosóficos e constitucionais e de seu impacto na política europeia, revelando caráter premonitório.

Ficha 14 – América Inglesa (colonização e independência dos EUA)

01. (Fuvest-SP) “O puritanismo era uma teoria política quase tanto quanto uma doutrina religiosa. Por isso, mal tinham desembarcado naquela costa inóspita, (…) o primeiro cuidado dos imigrantes (puritanos) foi o de se organizar em sociedade”.Esta passagem de A democracia na América, de A. de Tocqueville, diz respeito à tentativa

a) malograda dos puritanos franceses de fundarem no Brasil uma nova sociedade, a chamada França Antártida.
b) malograda dos puritanos franceses de fundarem uma nova sociedade no Canadá.
c) bem-sucedida dos puritanos ingleses de fundarem uma nova sociedade no sul dos Estados Unidos.
d) bem-sucedida dos puritanos ingleses de fundarem uma nova sociedade no norte dos Estados Unidos, na chamada Nova Inglaterra.
e) bem-sucedida dos puritanos ingleses, responsáveis pela criação de todas as colônias inglesas na América.

02. (Fgv) “… estabeleceram-se ali pequenos proprietários que produziam, a princípio, para a sua subsistência e depois, pouco a pouco, para as plantações escravistas do sul do país e para a área das Antilhas. A produção não foi a típica da ‘plantation’, mas bastante diversificada – madeiras, cereais, manufaturados – e, o que é mais importante, os lucros tenderam a se concentrar na colônia…” O texto identifica a colonização: 

a) holandesa, na América Latina.
b) inglesa, na América do Norte.
c) espanhola, na América Central.
d) portuguesa, na América do Sul.
e) francesa, na América Anglo-Saxônica.

03. (FUVEST) Pode-se dizer que o ponto de partida do conflito, entre as colônias inglesas da América do Norte e a Inglaterra, que levou à criação dos Estados Unidos em 1776, girou em torno da reivindicação de um princípio e de uma prática que tinham uma longa tradição no Parlamento britânico. Trata-se do princípio e da prática conhecidos como:
 
a) um homem, um voto (one man, one vote);
b) nenhuma tributação sem representação (no taxation without representation);
c) Declaração dos Direitos (Bill of Rights);
d) equilíbrio entre os poderes (checks and balances);
e) liberdade de religião e de culto (freedom of religion and worship).
 
04. (Pucsp) Sobre a independência dos Estados Unidos, podemos afirmar que
 
a) envolveu um conflito armado entre Inglaterra e França, a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), e chegou ao fim com a conquista do Oeste, na metade do século XIX.
b) contou com mobilizações e ações armadas contra a cobrança de taxas e impostos, como a “Festa do Chá de Boston” (1773), e completou-se com a presidência de Abraham Lincoln.
c) iniciou-se sob influência da Revolução Francesa (1789) e das independências nas Américas Portuguesa e Espanhola, lideradas, respectivamente, por D. Pedro I e Simón Bolívar.
d) resultou da união das colônias inglesas nos Congressos da Filadélfia (1774 e 1775) e da influência das ideias de Maquiavel e de Hobbes, defensores do Estado republicano forte.
e) sofreu influência do pensamento iluminista francês e a declaração de independência (1776), redigida por Thomas Jefferson, antecedeu a obtenção da autonomia, conquistada por via militar.
 
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Declaração de Independência dos Estados Unidos, 1776
 
“Consideramos como uma das verdades evidentes por si mesmas que todos os homens são criados iguais; que receberam de seu Criador certos direitos inalienáveis, entre os quais figuram a vida, a liberdade e a busca da felicidade; que os governos foram estabelecidos precisamente para manter esses direitos, e que seu legítimo poder deriva do consentimento de seus governados; que cada vez que uma forma de governos e manifesta inimiga desses princípios, o povo tem o direito de mudá-la ou sumprimí-la e estabelecer um novo governo, baseando-se naqueles princípios e organizando seus poderes segundo formas mais apropriadas para garantir a segurança e a felicidade. A prudência exige que os governos estabelecidos desde muito tempo não devem ser modificados por motivos fúteis e passageiros (…) Mas quando uma série de abusos e usurpações convergem invariavelmente para o mesmo fim e demonstram o objetivo de submeter o povo a um despotismo absoluto, é direito do povo, e até seu dever, rejeitar tal governo e buscar novas garantias de sua segurança futura. Tal é a situação das colônias agora, e daí a necessidade que as obriga a mudar seu antigo sistema de governo.”
 
Questão: Quais são os princípios iluministas que podem ser identificados no texto?